quarta-feira, 4 de maio de 2011

VIDA E OBRA DE JORGE AMADO



retirado: http://www.youtube.com/watch?v=jY6dtkNhUNM

Quadrilha - Carlos Drummond de Andrade

jõao gostoso

Este texto de Manuel Bandeira relata uma narrativa onde,o tal João começou Feliz se divertindo,e vejam só
acabou morrendo afogado na própia bebida na lágoa de freitas.

O Bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem”.

A Morte Absoluta


Morrer.
Morrer de corpo e de alma.
Completamente.


Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera,
Cercada de flores,
Que apodrecerão - felizes! - num dia,
Banhada de lágrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.


Morrer sem deixar porventura uma alma errante...
A caminho do céu?
Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?


Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,
A lembrança de uma sombra
Em nenhum coração, em nenhum pensamento,
Em nenhuma epiderme.


Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem o teu nome num papel
Perguntem: "Quem foi?..."


Morrer mais completamente ainda,
- Sem deixar sequer esse nome.

Manuel Bandeira



A própria palavra desperta o medo no coração das pessoas. Elas consideram a morte tão incompreensível quanto inevitável. Mal conseguem falar a respeito, perscrutar além da palavra em si e se permitir contemplar suas verdadeiras implicações.

O mistério da morte é parte do enigma da alma e da vida em si: entender a morte significa realmente entender a vida. Durante a vida como a conhecemos, o corpo é vitalizado pela alma; na morte, ocorre uma separação entre o corpo e a alma. Porém a alma continua a viver como sempre fez, agora livre das restrições físicas do corpo.

Loana Rocha



Poema tirado de uma notícia de jornal


João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

Arte de amar


Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.


Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu no Recife no dia 19 de abril de 1886, na Rua da Ventura, atual Joaquim Nabuco, filho de Manuel Carneiro de Souza Bandeira e Francelina Ribeiro de Souza Bandeira. Em 1890 a família se transfere para o Rio de Janeiro e a seguir para Santos - SP No final do ano de 1904, o autor fica sabendo que está tuberculoso, abandona suas atividades e volta para o Rio de Janeiro. Em busca de melhores climas para sua saúde, passa temporadas em diversas cidades: Campanha, Teresópolis, Maranguape, Uruquê, Quixeramobim.
No dia 13 de outubro de 1968, às 12 horas e 50 minutos, morre o poeta Manuel Bandeira, no Hospital Samaritano, em Botafogo, sendo sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista.

Meus oito anos

'' Oh que saudade que eu tenho
Da aurora de minha vida
Das horas
De minha infâcia
Que os anos não trazem mais
Naquele quintal de terra
Da Rua de Santo Antônio
Debaixo de bananeira
Sem nenhum laranjais ''



Oswald de Andrade



Oswald de Andrade, nasceu em 1890 e faleceu em 1954.
José Oswald de Sousa Andrade nasceu em São Paulo. Foi poeta, romancista, ensaísta,
teatrólogo; considerado escritor de destaque no estilo modernista. Era extrovertido,
rico,irônico,gozador,mulherengoe principalmente crítico.
Destacou-se na Semana da Arte Moderna, lançou o movimento Pau Brasil e Antropofagia
que tinha como objetivo destruir a cultura européia e brasileira da época.

A LEMBRANÇA

Era tarde, umas 18 horas vinha todo dia de um rancho um homem alto, magro, usava-se roupas com tons escuros andava meio de lado, tocava as coisas levemente e era suspeito na cidade.
Certo dia este homem junto com três rapazes decidiram roubar o comércio da cidade. A policia recebia denúncias que vinham de todo canto daquela linda cidade, a polícia investigava os quatros rapazes há muitos tempo e sabia que de vez enquando eles fiziam assaltos na cidade. Em seguida, a equipe inteligente da polícia fez o patrulhamento na ruas que tinha grande parte do comércio na cidade, os quatros rapazes fizeram o primeiro assalto bem perceber a prensença policial. Na hora que sairam, foram abordados com falicidade e encaminhados para a delegacia.
Ficaram presos durante uns dez anos, depois que sairam ficaram mal falados e foram todos para outra cidade que ninguem os conheciam.

TEMPO PERDIDO

Quando criança realidade
com alegria e felicidade
junto com os amigos
fazendo molecagem

Brincando pela rua
não era toda animação
corria direto para casa
assistir a filme na televisão

Quando na escola novinho
era um aluno bonzinho
e gostava de competição

Com o tempo mais mocinho
não queria caderninho
muito menos saber da lição

Maré, nossa história de amor


Em uma favela havia dois comandos do tráfico: o lado azul e o lado vermelho

que lutavam para serem o dono da boca, havia também uma escola de dança ,

onde tinham alunos dos dois lados do morro. Nessa escola tinha também um casal de jovens

que se apaixonaram e não podiam assumir o relacionamento, por serem de lados opostos da favela .

O fim disso tudo mostra toda a realidade das favelas com relação ao tráfico, a maldade deles

é tanta qe eles matam esse casal qe é de sua família , sem saber .

Aventura de criança

Como a Jacira gostava muito de flor, depois da aula fomos a casa da Ana Paula pra a tal flor que parecia um coração. Imagina só, três meninas, nove anos cada e no meio de um matagal procurando flor.
De mãos dadas andando em uma trilha de capim, paramos em uma cerca de arame farpado coberta por uma planta trepadeira bem densa. Afastamos as flolhas vimos grama e um laguinho do outro lado. Ao passar pela cerca, percebemos um movimento abatido na água, mas como a idade inspirava inocência pensamos ser um peixinhuo.
A Jacira pôs os pés na água para se refrescar e o movimento estranho se repetia.
Com uma varinha Ana brincava de mexer na água, quando vagarosamente uma cobra saiu lá de dentro. Foi um terror! Nós gritamos e corremos ao atravessar a cerca. A cobra ficou lá, mas pra nós partecia que ela nos perseguia.
Antes de chegar a estrada, encontrarmos um homem a cavalo que nós deu uma bronca pesada, mas nos acompanhou até o bairro. Nunca mais saimos atrás de qualquer coisa naquela mata e a flor que parecia um coração, até hoje não faço idéia nem de que cor era.

Eliane de Souza Pentiado

Do outro Lado

Voltar aquele lugar,depois de tanto tempo,me trouxe recordaçoes e tambem me fez revelações frustrantes.
Quando eu morava lá,e era ainda uma ranheta que nem pra escola ia sozinha.
A casa era de madeira,agora tinha cimento até no quintal onde minha mãe plantava a cebolinha pra vender.os cômodos pareciam tão altos,agora podia tocar o teto como meu pai fazia.A porta da rua bem velha presa antes que pareciam borboletas de aço,agora tinha desenhos entalhado,coberta por verniz.
As árvores da calçada ganhavam uma caixa de concreto envolta de seu tronco que avivada com flores serviam de banco à sombra.
Fiquei um tempo ali,olhando as pessoas que passavam naquele domingo.Umas reconheci,outras nem tive idéia de onde vieram,mas havia uma coisa que eu ainda precisava ver.Aquele muro,que nunca consegui saber o que havia do outro lado.
Segui até a esquina e nem me acanhei com o movimento de pessoas.
Dei empulso e me apoei de barriga no muro.Que decepção a minha,quando vi,que eu passei minha infância tentando subir ali e por mais de dez anos esperei pra descobrir que do outo lado do muro havia somente,um deposito de transformadores velhos,capim cobertos por melão de são caetano.

Eliane de S Penteado

Tragédia em sete de abril



Escolheu aquele dia para ser o último
Escreveu aquela carta para ser a única
Deu fim a vários sonhos de pequenos pássaros
Entrou em uma sala parecendo bêbado
Descarregou armas como uma máquina.
Veio um policial como se fosse mágico
Mato o atirador que pensava ser sólido
Sirenes de ambulância pareciam músicas
Pra socorrer aqueles que estavam flácidos
Enquanto muitos já se encontravam em óbito
Em um instante tudo se torna trágico
E a sociedade toda se acaba em lágrimas
Interronpeu a vida de futuros médicos
Tirou o chão de pais de um jeito tão súbito
Ditou religião como um pastor poético
Seu sonho era matar e se tornar um príncipe
Acabou como indigente numa vala pública.


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